SINJOR/AM debate o protagonismo feminino no jornalismo em roda de conversa
O evento “ELAS, JORNALISTAS!” reuniu diferentes gerações de profissionais, com relatos e a troca de experiências sobre os desafios do jornalismo, assédio e conquistas da profissão

Manaus – O exercício do jornalismo sob a perspectiva feminina foi o tema central da roda de conversa “ELAS, JORNALISTAS!”, realizado nesta quinta-feira (12/03). Promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM), o evento aconteceu no Auditório Jornalista Arlindo Porto, na sede da entidade, como parte das celebrações pelo Mês Internacional da Mulher.
O encontro teve como objetivo principal criar um espaço de escuta e acolhimento, onde trajetórias consolidadas se cruzam com os desafios da nova geração de profissionais e estudantes. Além de celebrar as conquistas, foram discutidos temas como a disparidade salarial, o enfrentamento ao assédio e a realidade da mulher jornalista no ambiente de trabalho.
“Celebrar a trajetória das mulheres no jornalismo é também uma forma de refletir sobre as barreiras que ainda precisamos — mulheres e homens — vencer no exercício profissional no Amazonas”, destaca Wilson Reis, presidente do SINJOR/AM.
Mediada pela jornalista Alessandra Aline Martins, a roda de conversa reuniu nomes que são expressões da história da comunicação no Amazonas para um debate que uniu trajetória profissional e impacto social e perspectivas de futuro na profissão. Entre as protagonistas do encontro, a jornalista e psicóloga, Salete Lima, compartilhou sua experiência de mais de 30 anos na televisão — período em que liderou a implantação de veículos como a TV Universitária (UFAM) e a TV Câmara de Manaus. Hoje, Salete expande sua atuação ao integrar o jornalismo à psicologia, com foco na saúde mental e nos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

O debate também contou com a expertise de Terezinha de Jesus, referência em jornalismo científico e ambiental após 16 anos de atuação no Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA). Com formação em Direito e mestrado em Gestão Ambiental, a docente trouxe reflexões sobre a histórica mediação entre a ciência e a sociedade.
A jornalista Francinete Maia destacou que discutir a profissão exige, também, olhar para as vulnerabilidades externas; ela reforçou a urgência de abordar temas como a violência contra a mulher, que frequentemente ecoa e impacta a rotina produtiva das profissionais da área, e no cotidiano.
Para além das carreiras consolidadas, o evento abriu espaço para depoimentos contundentes sobre a realidade cotidiana nas redações e assessorias. A proposta do SINJOR/AM é que o diálogo ajude a consolidar uma rede coletiva de proteção e valorização das e dos jornalistas no Amazonas, buscando soluções para problemas estruturais que ainda persistem nas relações de trabalho na capital e no Estado do Amazonas.
Da redação/Assessoria/SINJOR/AM
Fotos: Francisco Cabral

