SINJOR/AM aciona MPT por garantias a jornalistas no Festival de Parintins e combate ao assédio eleitoral

Em reunião na capital e articulações com o MPT/AM/RR, o presidente Wilson Reis solicitou apoio à fiscalização na Ilha de Tupinambarana e assinou pacto nacional pela proteção da liberdade democrática nas redações.

Manaus (AM) — A segurança jurídica, a integridade física e a liberdade democrática dos profissionais da comunicação que atuam no Amazonas ganharam novos capítulos neste mês de junho de 2026. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (SINJOR/AM), representado por seu presidente, Wilson Reis, cumpriu intensa agenda de articulações junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Em pauta, o monitoramento das condições de trabalho no Festival de Parintins e o combate ao assédio eleitoral nas empresas de mídia.

Durante reunião virtual realizada na manhã desta quinta-feira (11/06) com a procuradora do MPT, Raquel Lima, o sindicato solicitou formalmente um olhar mais atento da fiscalização trabalhista para os repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa que se deslocam até a Ilha de Tupinambarana com a finalidade de realizar cobertura jornalística do festival dos bumbás Garantido e Caprichoso.

A estrutura de fiscalização na Ilha

Para assegurar o cumprimento das leis trabalhistas, o MPT e a fiscalização do Ministério do Trabalho montaram uma base operacional em Parintins. Diferente de um posto de atendimento passivo, a sala de plantão serve como um centro de pronta resposta. O objetivo é permitir que auditores e procuradores atuem imediatamente em caso de acidentes graves ou irregularidades flagrantes, tanto no Bumbódromo quanto nos galpões dos bois Caprichoso e Garantido no que se refere à garantia nos trabalhos desenvolvidos por artistas e outros contratados.

Além de vistoriar a infraestrutura técnica e o trabalho terceirizado ou informal, o plantão na ilha garante canais de denúncias. A medida é considerada essencial pelo órgão para proteger o trabalhador local ou o profissional diante de possíveis abusos em um ambiente altamente concentrado pelo evento.

Jornada e Segurança

A solicitação do SINJOR/AM baseia-se no princípio de que os profissionais de imprensa estão submetidos às mesmas Normas Regulamentadoras (NRs) de Saúde e Segurança que os demais operários do espetáculo cultural amazônico. No radar da fiscalização estão pontos críticos enfrentados rotineiramente pela categoria, tais como:

Ergonomia e exaustão: Coberturas que avançam pela madrugada exigem controle rigoroso da jornada de trabalho, cumprimento dos intervalos de descanso e fornecimento obrigatório de água potável pelas empresas de comunicação.

Riscos de altura e movimentação: O trânsito de profissionais em cabines de transmissão, estúdios elevados e áreas de calor intenso na arena exige o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e isolamento de áreas perigosas.

Informalidade: O combate à contratação de equipes de apoio (como motoristas e carregadores) sem o devido registro formal de trabalho.

Democracia e combate ao assédio eleitoral nas relações de trabalho

Paralelamente às demandas de Parintins, o SINJOR/AM uniu forças com a Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social (CONALIS) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT/AM/RR) no debate “Sindicatos, Democracia e Assédio Eleitoral”. O encontro culminou na assinatura do Pacto Institucional pela Defesa da Democracia nas Relações de Trabalho.

O SINJOR/AM manifestou total interesse em ampliar a interlocução com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) para impedir práticas de constrangimento político no ambiente corporativo. De acordo com Wilson Reis, o ambiente de trabalho deve ser pautado pela pluralidade e pelo respeito mútuo, distanciando-se de qualquer tipo de intimidação ideológica.

“Firmar este pacto e debater o assédio eleitoral é um passo crucial para garantir que nenhum trabalhador seja punido ou constrangido por exercer o seu direito constitucional ao voto livre”, defendeu o presidente do SINJOR/AM, classificando as entidades de classe como “escudos legítimos” dessa liberdade e direito.

Para fins de registro e consulta pública de trabalhadores de todo o país, o debate foi transmitido ao vivo e a íntegra do conteúdo permanece disponível no canal oficial da PRT/11ª Região no YouTube.

Assessora de Imprensa do SINJOR/AM

Alessandra Aline Martins – (92) 98445-7271

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