NOTA DE REPÚDIO

Todos contra a violência! Em defesa da vida da jornalista Rosianne Couto

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) vem a público manifestar seu mais profundo e veemente repúdio à agressão sofrida pela jornalista Rosianne Cristina Couto da Silva (Registro Profissional 0001559/AM). A profissional foi vítima de violência doméstica e tentativa de asfixia praticada por seu companheiro, Renato Silva de Souza, conforme registro em Boletim de Ocorrência, no dia 21 de fevereiro de 2026.

O Boletim de Ocorrência, aponta que a jornalista foi atacada fisicamente após questionar o agressor, culminando em um episódio de enforcamento e na necessidade de clamor por socorro. É inadmissível que, em pleno exercício de sua dignidade e o direito à segurança, uma mulher seja submetida a tamanha covardia dentro de seu próprio lar.

O SINJOR/AM relata e, simultaneamente, denuncia o fato que a Polícia Militar, embora acionada, não compareceu ao local da ocorrência após uma hora de espera. Isto tem consequências, pois a omissão dos órgãos e autoridades de segurança pública em momentos críticos de violência doméstica é um combustível para os crescentes casos de feminicídio. A jornalista precisou buscar refúgio e assistência por meios próprios, evidenciando a fragilidade da rede de proteção.

Este caso não é isolado. Ocorre em um momento em que o Brasil atinge números catastróficos: em 2025, o país registrou o recorde histórico de 1.518 feminicídios, superando as 1.458 vítimas de 2024. Mesmo após 10 anos da sanção da Lei do Feminicídio, a impunidade e a falta de políticas públicas preventivas continuam a ceifar vidas.

Não pactuamos e nem aceitaremos o silêncio como resposta diante da violência contra as mulheres. Prestamos nossa irrestrita solidariedade à colega Rosianne Couto e, seguiremos acompanhando o caso para que ele não se torne apenas mais um na crescente estatística das agressões e mortes às mulheres no Brasil.

Manaus/AM, 25 de fevereiro de 2026.

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS NO ESTADO DO AMAZONAS (SINJOR/AM)

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