Debate sobre a Lei do Multimídia fortalece unidade entre o Sindicato, a formação e mercado de trabalho no Uninorte
MANAUS – O futuro do jornalismo amazonense e os impactos da recém-sancionada Lei nº 15.325/2026 (Lei do Multimídia) pautaram o encontro estratégico realizado na terça-feira (14/04), no Centro Universitário do Norte (UniNorte). O evento foi uma realização do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR/AM) em parceria com a coordenação do curso na instituição de ensino superior.
O evento marcou as atividades programadas pelo mês do jornalista com um auditório participativo formado por estudantes, professores e profissionais. O ponto alto da noite foi a análise crítica sobre a nova legislação, que tem gerado alertas da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) devido à criação de profissões e categorias que podem sobrepor funções e precarizar a mão de obra qualificada dos jornalistas no país. Além da Lei do Multimídia, o debate abordou pautas históricas, como a Proposta de Emenda Constitucional – PEC do Diploma, o combate à pejotização e as atualizações sobre a legislação para a categoria profissional dos jornalistas.
A presença dos representantes do sindicato no debate com os estudantes de jornalismo e publicidade, além dos professores contribuiu para fortalecer os laços entre o exercício profissional e a graduação na academia. O presidente do SINJOR/AM, Wilson Reis, ressaltou que a profissão exige, além do domínio de técnicas, uma organização coletiva sólida.
“O diálogo no ambiente universitário é fundamental para aproximar os estudantes da realidade do exercício profissional”, destacou Reis.
A coordenadora do curso de Jornalismo da UniNorte, Cíntia Valadares, reforçou a urgência do tema:
“Falar sobre a Lei do Multimídia redefine a valorização do jornalista. Nosso compromisso é formar profissionais conscientes de seu papel social e prontos para defender a própria categoria”.





Percepção dos profissionais
A interação entre a experiência de mercado e a energia acadêmica foi destacada por jornalistas que acompanharam a atividade. O jornalista Anderson Souza enfatizou que a ida dos dirigentes à UniNorte humaniza a entidade. “Mostramos aos alunos que o sindicato é uma ferramenta viva de defesa. Essa aproximação desperta o senso de luta coletiva desde a graduação”, afirmou.
Para o jornalista João Vicente, o debate trouxe clareza sobre os riscos da precarização. “A presença dos dirigentes conectou a universidade ao futuro do trabalho. Isso ajuda o estudante a entender que a organização sindical é parte indissociável da profissão”, pontuou.
O evento encerrou com um chamado à mobilização, reforçando que a qualidade da informação e a ética jornalística dependem, invariavelmente, da garantia de direitos e da valorização dos profissionais de comunicação.
Alessandra Aline Martins
Assessoria SINJOR/AM
Fotos: Francisco Cabral
16/04/2026

