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Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017
 
 
Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa 2016 | Imprimir |  E-mail
Qua, 11 de Janeiro de 2017 13:14

 

Cresce a violência contra jornalistas em 2016

A Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ lança, nesta quinta-feira, dia 12, o Relatório Anual da Violência contra Jornalistas no Brasil. O levantamento da FENAJ, feito em parceria com os Sindicatos de Jornalistas no país, aponta um crescimento de 17,52% no número de casos de agressões, em relação ao ano anterior. Foram 161 casos de violência contra a categoria, 24 a mais do que os 137 casos registrados em 2015. O total de vítimas foi de 222 jornalistas, visto que em várias ocorrências, mais de um profissional foi agredido.

O lançamento do Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2016 será realizado às 15 horas do dia 12 de janeiro, no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ). A presidenta da FENAJ, jornalista Maria José Braga, vai apresentar os números apurados que, mais uma vez, revelam que a categoria tornou-se alvo de diversos tipos de agressões. O evento será transmitido pela página do SJPMRJ no Facebook (fb.com/sindjor).

Foram registrados dois casos de assassinatos de jornalistas em decorrência do exercício da profissão e cinco assassinatos de outros comunicadores (dois radialistas, dois blogueiros e um comunicador popular), que são citados para registro, mas não são somados aos números totais de casos de violência contra jornalistas.

As agressões físicas foram a violência mais comum também em 2016, repetindo a tendência dos anos anteriores.  Houve 58 casos, nove a mais que no ano anterior. Mais uma vez grande parte das agressões físicas foi registrada em manifestações de rua.

Foram registrados também 26 casos de agressões verbais, 24 casos de ameaças e/ou intimidações, cinco atentados, 18 casos de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais, 13 ocorrências de impedimento do exercício profissional, dez prisões, três casos de censura e ainda dois casos de violência contra a organização sindical dos jornalistas.

Também é preciso registrar que em 2016, por ser ano eleitoral, partidos e candidatos recorreram à Justiça para impedir a circulação de informações, principalmente nas redes sociais. A maior parte das ações judiciais referiam-se à legislação eleitoral. Aquelas que notadamente tinham como objetivo impedir a divulgação de informações jornalísticas estão descritas no Relatório.

Consta, ainda, como registro, o caso do acidente com o avião da Lamia que transportava o time da Chapecoense, ocorrido na Colômbia, do qual 21 jornalistas foram vítimas fatais. Foi o acidente com o maior número de jornalistas mortos da história.

A violência contra jornalistas em números:

Assassinatos – 2 jornalistas

Agressões físicas – 58 casos

Agressões verbais – 26 casos

Ameaças/intimidações – 24 casos

Atentados – 5 casos

Censura – 3 casos

Cerceamentos à liberdade de expressão por meio de ações judiciais – 18 casos Impedimentos ao exercício profissional – 13 casos Prisões/Detenções/Cárcere privado – 10 casos Violência contra a organização sindical – 2 casos

Amazonas registra casos de violência

Ameaça/Intimidação

Nhamundá – 13 Abril

O jornalista Jonas Santos de Souza, editor do blog DeAmazonia, foi ameaçado de morte por seguranças do prefeito da cidade de Nhamundá, Nene Machado, em razão de matérias divulgadas no blog, sobre supostas irregularidades na gestão municipal.

Na noite do dia 13 de abril, o segurança do prefeito, Valber Silva, fez postagem na rede social informando que não tem medo das polícias e nem da ONU, e fez ameaças à integridade física do jornalista Jonas Santos. Ele registrou ocorrência na Delegacia de Parintins, município distante 370 Km de Manaus. O  Sindicato dos Jornalistas do Amazonas encaminhou ofício referente as ameaças ao Ministério Público do Estado – MPE, cobrando providências.

Prisão/detenção

Manaus – 9 de fevereiro

O jornalista Clóvis Miranda, repórter fotográfico do jornal A Crítica, foi algemado e detido por agentes do Detran, na noite de 9 de fevereiro, durante apresentação da Banda do Galo da Madrugada no carnaval de rua de Manaus. Com uso de seu celular, o profissional filmava, primeiramente, um tumulto com tiros de balas de borracha e uso de bombas de gás lacrimogêneo pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM) até chegar ao local onde os agentes do Detran realizavam operação de fiscalização da Lei Seca.

Os agentes não admitiram a continuação da filmagem e, após alguns minutos, o coordenador da operação de trânsito, David Fernandes, deu voz de prisão e algemou o jornalista, sob alegação de que ele estaria tentando impedir a apreensão dos carros sob investigação dos funcionários do órgão de trânsito do Governo do Amazonas

O Detran declarou, em nota, que o jornalista não poderia filmar a operação porque estava de folga. O acompanhamento do processo está sendo realizado diretamente pela Assessoria Jurídica do veículo de comunicação.

SERVIÇO

LANÇAMENTO DO RELATÓRIO DA VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS E LIBERDADE DE IMPRENSA

12 de janeiro de 2017, 5ª feira, às 15 horas Auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Rua Evaristo da Veiga, 16/17º andar – Centro - Rio de Janeiro/RJ

Transmissão ao vivo pelo Facebook do SJPMRJ > fb.com/sindjor

Telefones para contato

(21) 3906-2450 – Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

(61) 99217-3406 - Maria José Braga, Presidenta da FENAJ

(92) 3234-9977/ 99186-0465 – Wilson Braga Reis, Presidente do SJP/AM

SJPAM

 

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